Foto de Lançamento, 15.04.2022, Casa Origem - Florianópolis, SC.

O QUE ESPERAR DO MEU LIVRO? 
Memórias de uma mochileira pela Ásia, Austrália e México
"POR QUE NÃO?" não é um guia de viagens, é sobre uma mulher que resolveu se libertar de estereótipos, seguir a curiosidade e ver com seus próprios olhos outras culturas e países. É sobre se entregar ao desconhecido a fim de se descobrir como pessoa, de entender sentimentos, privilégios e diferenças. É sobre amadurecer, aprendendo sobre si mesma com o próximo e com experiências antes nunca vividas, temas como drogas e sexo são abordados.
O objetivo do livro não é induzir o leitor a fazer o mesmo: pedir demissão e viajar pelo mundo como forma de se conhecer. Espera-se do leitor uma análise pessoal sobre bloqueios criativos e sentimentos adormecidos. Quem sou eu? O que sucesso significa para mim? O meu estilo de vida atual vai de acordo com o que eu busco? Estou disposta a seguir um caminho diferente em busca de algo maior? Tenho medo e insegurança de mudar ou realmente não quero esse padrão em minha vida?
Por meio destas perguntas será possível entender que todo processo de autoconhecimento é intenso, único e singular. Somos todos diferentes e em constante evolução. Não precisamos concordar com o caminho ou estilo de vida do próximo, mas sim respeitar, sem julgamentos. 
Como mulher, não é fácil se expor em um mundo ainda muito machista e conservador, sobretudo quando se questiona paradigmas aceitos como verdades universais. Mas, como parte desta jornada de autoconhecimento, as memórias compartilhadas são reais, sinceras e humanas. Que este livro te inspire de alguma forma e traga todos os sentimentos necessários para se questionar ou mesmo responder muitos de seus questionamentos pessoais. 
Afinal, por que não sonhar e mudar para o que te faz feliz?

Onde escrevi as primeiras páginas de "Por Que Não?". 

Puerto Escondido, México

2019. Pai, Tailândia. O primeiro país do meu mochilão!

COMO TUDO COMEÇOU?
Alguns meses antes de começar a minha viagem pela Tailândia, eu estava completamente perdida com o meu estilo de vida. Eu vivia o tal "mundo perfeito", mas não estava feliz. 
No início de 2018, tinha sido convidada para ser supervisora de importação em uma empresa em que dois anos antes eu havia trabalhado como analista. Fiquei feliz pelo convite, pois servia como um alimento para o meu eu inseguro, mas sabia que voltar não seria fácil; duvidava da minha habilidade de assumir um cargo de gerência e sentia que o ambiente entre meus antigos colegas seria péssimo. No entanto, seria a primeira vez que eu ganharia um salário decente para os padrões brasileiros e, apenas por isso, resolvi aceitar. 
Depois de 06 meses trabalhando por ali, pedi demissão. Sim, apenas seis meses! Sem nenhum planejamento, sendo guiada apenas pelo sentimento de desespero, insegurança e ânsia de mudança, resolvi vender o carro, terminar o meu relacionamento de quase cinco anos, alugar o apartamento e comprar uma passagem só de ida para a Tailândia.
Nos três meses em que viajei pela Terra dos Sorrisos, como a Tailândia é conhecida, pude concluir que a minha história não era única. Pelo contrário, foi onde comecei a me entender e não ser apenas a diferente, a louca ou a instável que havia deixado uma vida confortável para trás, a fim de seguir um caminho desconhecido e fora do tradicional. Ali, sozinha e aberta ao novo, eu era apenas mais uma mochileira pronta para explorar o mundo e a mim mesma. 
E, assim, tudo começou a mudar!
POR ONDE EU VIAJEI?
Comecei o mochilão em Fevereiro de 2019 e passei pelos seguintes países: Tailândia, Myanmar, Malásia, Indonésia e Austrália. Foram oito meses viajando no estilo slow travel.
Por conta de problemas familiares, em Outubro de 2019 retornei ao Brasil por dois meses e depois, em Janeiro de 2020, embarquei para Maldivas, onde fiquei trabalhando por 03 meses como Guest Relations Officer no Seaside Finolhu Resort.
Em Dezembro de 2020, após ficar mais oito meses no Brasil, segui para o México, onde fiquei 06 meses fazendo trabalhos voluntários em troca de acomodação, passei pela Cidade do México, La Paz, Todos Santos, San José Del Cabo, Oaxaca, San José Del Pacífico e Puerto Escondido.
LEMA DA VIAGEM
Explorar diferentes caminhos também é uma forma de explorar a si mesmo.​​​​​​​

Abril 2019. Bagan, Myanmar.

Ngwe Saung Beach - Myanmar.

EXPERIÊNCIAS & APRENDIZADOS
Ainda que eu tenha começado a escrever o meu livro no México, ele começou a ser "escrito" muito antes disso. Todas as experiências, pessoas que conheci e aprendizados que tive me proporcionaram para isso.
Viajar sozinha me deu a confiança necessária de saber realizar muito mais do que eu imaginava sem ter os meus pais do lado. Eu precisei conhecer todas as personas que habitavam em mim e isso só foi possível por eu ter saído da minha bolha familiar. Como disse José Saramago, renomado escritor Português: "é preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós." 
Viver em constante movimento no exterior é fascinante, divertido, mas também há inúmeras dificuldades. Todos os dias eu me comunicava em outro idioma, cruzava fronteiras (de países e as minhas), fazia os meus planos de onde dormir e onde ir no dia seguinte, precisava organizar quanto gastaria com tudo, senti a necessidade de aprender a andar de moto (vulgo Penélope), que acabou se tornando a melhor personagem e paixão nas minhas aventuras pela Tailândia, Myanmar, Indonésia e México, e conheci culturas onde a ignorância batia na minha cara para mostrar a importância de observar o diferente com os seus próprios olhos. 
Sim, fiz muita bagunça nas viagens. Me envolvi com diversas pessoas, usei drogas que nunca tinha experimentado antes e caminhei por estradas que meus pais jamais aceitariam e aceitarão. 
Pela filha única que sou e por toda a proteção que sempre tive dos meus pais, ter vivido essa rebeldia foi importante para ver até onde eu ia com os meus próprios valores. Era a primeira vez que eu me distanciava da minha criação e do que os meus pais sempre disseram o que era certo e o que era errado. Eu testava a minha maturidade, irresponsabilidades e tomada de decisões sem ninguém estar ao meu lado, pela primeira vez. 
Ter essa liberdade extrema é desafiador pois, por mais que você viva no método de ensaio e erro, no fim você aprende, com as suas próprias dores, a importância de ditar (sozinha) as suas próprias regras. ​​​​​​​

MEU PRIMEIRO EMPREGO NO EXTERIOR
Na viagem sozinha não aprendi apenas sobre o meu estilo como filha e mulher, mas como também profissional, em especial quando consegui, sem nenhuma ajuda, o meu primeiro emprego no exterior.
Maldivas foi onde eu aprendi muito sobre mim, minha personalidade, sobre os meus medos, as minhas inseguranças. Foi onde eu tive dois surtos de pânico intensos, como também onde recebi uma premiação de funcionária do mês por ter meu nome citado em várias pesquisas de satisfação. 

Eu vivi, mais uma vez, a dualidade de ser elogiada pelos meus superiores e altamente criticada por mim mesma. Concluí que, independentemente de onde ou com quem eu estivesse, eu tinha muito a curar na forma que eu me via como pessoa e profissional.

Nas Maldivas, li votos de casamento em português, organizei um pedido e celebração simbólica de casamento para um casal húngaro, dirigi buggy para princesas da Arábia Saudita, fiz o check-in da Fernanda Gentil, apresentadora da TV Globo, e recepcionei diversos hóspedes brasileiros e australianos que terei guardados em meu coração, sobretudo pelo carinho que recebi deles. 

Meu primeiro emprego como Guest Relations Officer, nas Maldivas.

Escute aqui o bate-papo que tive com o Sávio Meireles, criador do Podcast Nômades Modernos.

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